terça-feira, 13 de agosto de 2013
Tarefa
Quanto tempo passa antes de você sentir que envelheceu? Quanto tempo é preciso até que a dor passe? Eu me pego tentando vencer as dificuldades do dinheiro. Isso faz pensar no parecer que é vida. Tantas datas, pessoas, deveres, favores, dores, sentimentos, pedaços de plástico e pedra expelidos pra fora de lojas sentimentais horripilando todo resto de mim. Até explodir qualquer nervo que sobre de mim sobre lidar com pessoas. Lidar com pessoas, quando isso tornou-se tão difícil, eu já fui melhor fazendo isso, será só calma o que eu tenho? Sinceramente às vezes eu não sei que bem minhas palavras fazem, às vezes eu não sei qual caminho seguir. É engraçado como a vida faz passar tudo isso, cansativo ao extremo. Tudo que eu quero num fim de dia é estar em paz. Com o mundo, com Deus, com as pessoas que eu conheço. E essa meu amigo, é a tarefa mais árdua que qualquer pessoa pode decidir tomar!
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Não é fácil vencer os problemas do espírito. Os problemas da carne são simples, mas a guerra dentro da mente é loucura, trincheira, balas voando e guerra sem fim. Faz tempo que não durmo direito, faz tempo que vivo escravo dessa tempestade mental. Estou cansado, sei o que é certo e o que é errado, vivo nessa luta descomunal onde um tiro vale tudo que se tem. Eu conheço as palavras, as musicas, os caminhos, quase tudo. Não sei até que ponto posso ir sem me machucar, sem viver em sofrimento pra sempre. Eu quero ser feliz, mas felicidade não é o primeiro ponto. Meu medo é o arrependimento pela estupidez mesmo quando os avisos estão na sua cara e você persiste em não enxergar. Espero que o temor que sempre guardei valha algo.
sábado, 11 de agosto de 2012
Eu sou eu mesmo, toda vez que sento nessa cadeira divago sobre o que os outros que lerem este blog pensariam de mim. Penso em escrever de outro jeito, como outra pessoa, com outro humor, como se eu não viesse aqui sempre que me sinto triste, desmotivado, memorável ou cheio de algum sentimento forte. Hoje é um daqueles dias em que a lágrima quer descer, mas não existe. E por falta de lágrimas um sentimento estranho fica indo e vindo. O medo da mortalidade é fraqueza é o que penso, o meu silência é outra fraqueza, eu deixei de contar as coisas para os outros. Deixei de contar o que se passa comigo. Quando eu era pequeno e levava um xingão ou raramente era injustamente reprovado, me guardava um pensamento de fechar-me como concha, cuidar da minha vida, sozinha, notas, comida, dinheiro, tudo, e eu só tinha dez anos quando esse pensamento me era injetado. Eu guardo coisas pra mim agora, fiquei amargo, seco, com essa armadura feita de pele dura, como uma couraça de rinoceronte que não se penetra tão fácil. Eu luto todos os dias pelo pão, pelo dinheiro, pelas contas, pelo meu futuro amoroso, contra picuinhas, problemas de outros, eu faço de conta que nada mais dói até porque verdadeiramente não sobrou nada pra doer. Algo me aperta com força aqui dentro e se eu soubesse o que é, faria algo, tentaria resolver sozinho como eu tenho feito há exatamento dois anos e dois meses. Eu perdi o gosto pelos amigos, estudo, comida, e a maior parte dos sonhos que eu tive. Tudo mudou neste ano pra mim, eu sou real agora, não um sonhador. Eu sinto que vivo, e não que estou em algum filme, ou no fundo de uma memória de foto. Toda a amargura por ser o jovenzinho esquecido no dia da morte do pai, aquela dor por ter sido tão reprovado anteriormente num desafio amoroso, aquele fardo por assumir responsabilidades de velho tão cedo só fazem mais real a teoria de que o Deus que eu conheço nos trata pelo sofrimento. O David de cinco anos atrás não aguentaria uma semana no meu lugar, e se eu me julgo forte hoje, é porque Deus teve misericórdia de mim, me fez suar, me faz pezar, me fez crescer.
sábado, 16 de junho de 2012
Já se machucou
Que vida cheia de "se" ou "bons tempos", me anoja tudo isso. Essa relutância venenosa que foi injetada em mim há sete mil anos atrás, esse plano de tentar atravessar o muro de titânio sem capacete. Existe essa parte de mim que acreditava em chegar do outro lado uns dois anos atrás. Quarta-feita quando eu fiz aquele discurso que não era meu por trinta minutos cheguei em casa pensando se mudei, se o poder daquelas palavras me incendiou algo novo, e se posso ser capaz de incendiar a outros. Que tipo de ser humano sou eu, com estas músicas melódicas ultrapassando os ouvidos, mas com palavras que não penetram coração.
Quem sabe eu devesse me render, bem que alguém gostaria, mas eu não sou fácil, nunca fui, duro na queda, persistente, até o fim pra ter o gosto de dizer que cheguei. Será que se desistisse sentiria saudade, falta, desejo maior? Se eu fugisse, por quanto tempo poderia me esconder? É o tipo de pergunta que nunca vou descobrir, se eu o tivesse segurado pelo pulso naquela manhã de terça, se eu tivesse dito sim a todas as oportunidades. Não importa, você é suas escolhas. Escolha elas e não olhe para trás como eu fiz nas linhas anteriores. Aprenda com quem já se machucou, ele tem algo real pra lhe oferecer.
Quem sabe eu devesse me render, bem que alguém gostaria, mas eu não sou fácil, nunca fui, duro na queda, persistente, até o fim pra ter o gosto de dizer que cheguei. Será que se desistisse sentiria saudade, falta, desejo maior? Se eu fugisse, por quanto tempo poderia me esconder? É o tipo de pergunta que nunca vou descobrir, se eu o tivesse segurado pelo pulso naquela manhã de terça, se eu tivesse dito sim a todas as oportunidades. Não importa, você é suas escolhas. Escolha elas e não olhe para trás como eu fiz nas linhas anteriores. Aprenda com quem já se machucou, ele tem algo real pra lhe oferecer.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Este velho oceano
Cada dia que passa penso mais sobre a vida, as linhas debaixo dos meus olhos começaram a aparecer e aparentemente eu tenho lutado contra esse desejo da velhice juvenil que atenta em me levar pro lado negro da força me fazendo confortar-me com tudo. Eu me sinto diluído, tênue, deve ser efeito desse inverno rigoroso do sul que me faz amargo quando ninguém está olhando. Em teoria eu tenho feito tudo certo, mas no fundo desta casca recentemente grossa da prática guardo uma idéia antiga de que posso fazer mais. Eu perco mais tempo com meus dramas do que com a própria realidade. Todos os meus problemas sempre me tem por culpa, eu me culpo, com a ideia de que posso mudar a realidade, mas que realidade seria essa que até eu desconheço?
Eu quero voltar pra casa, mas não posso, não existe mais casa, esse vento marinho no meu rosto, me lembra que a água está gelada, e que se eu desistir tão novo, tão cedo, posso me juntar aqueles que afundaram muito tempo atrás neste oceano de medo e dúvida. Não existe escola para o que estou vivendo e este blog de quatrocentas e nove postagens é tudo que tenho pra conversar, desabafar, e este é o motivo de tanta amargura escorrida pelas páginas azuis marinho.
Eu escrevo porque as palavras colocadas em outro lugar fora do meu peito, me faz sentir leve.
Eu quero voltar pra casa, mas não posso, não existe mais casa, esse vento marinho no meu rosto, me lembra que a água está gelada, e que se eu desistir tão novo, tão cedo, posso me juntar aqueles que afundaram muito tempo atrás neste oceano de medo e dúvida. Não existe escola para o que estou vivendo e este blog de quatrocentas e nove postagens é tudo que tenho pra conversar, desabafar, e este é o motivo de tanta amargura escorrida pelas páginas azuis marinho.
Eu escrevo porque as palavras colocadas em outro lugar fora do meu peito, me faz sentir leve.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Onde cheguei
Eu nunca imaginei onde a minha vida ia chegar. Eu tinha outros sonhos e eu nunca os alcancei. Consegui agarrar a felicidade de viver com alguém, ter uma família livre de doenças, ser saudável, agradecido, feliz com o que tenho, alcancei as coisas necessárias, e no fim acho que é isso que é a vida, ter o que se precisa. Os sonhos grandes quem sabe ficam lá para os trinta e cinco, mas eu tenho força se eles vierem agora, porque eu não desisto nunca.
Ontem de noite, eu cheguei naquele ponto em eu me senti muito responsável, muito importante. Foi uma sensação passageira, que veio junto de uma revelação. Todos estamos bem, e isso é pequeno, muito pequeno, pena que nem todo mundo enxerga assim. Eu nunca estive tão cansado mentalmente como nestas últimas duas semanas, desgastado pra dizer a verdade, mas enfim, eu continuo porque a vontade de enxergar o sonho concreto é bem maior que eu. Em pouco tempo você vai voltar aqui e vai ler sobre como eu estou bem, sobre como estou feliz e que tudo deu certo, porque é isso que costuma acontecer. Não é presunção é fé, e a fé pode tudo, é incrível.
Existe esse momento na minha vida agora em que eu quero casar, fico pensando em todas as contas que eu to pagando, nas que estão batendo na porta, em virar essa versão melhorada de mim que se constrói todos os dias. Cansado, mentalmente cansado, mas eu não paro, eu nunca paro.
"Quando eu viajava de carro quando pequena, eu via as montanhas tudo era escuro em volta delas, e em cima existiam aquelas cidades luminosas, como a bíblia fala sobre a cidade sobre a montanha" - Amanda
Ontem de noite, eu cheguei naquele ponto em eu me senti muito responsável, muito importante. Foi uma sensação passageira, que veio junto de uma revelação. Todos estamos bem, e isso é pequeno, muito pequeno, pena que nem todo mundo enxerga assim. Eu nunca estive tão cansado mentalmente como nestas últimas duas semanas, desgastado pra dizer a verdade, mas enfim, eu continuo porque a vontade de enxergar o sonho concreto é bem maior que eu. Em pouco tempo você vai voltar aqui e vai ler sobre como eu estou bem, sobre como estou feliz e que tudo deu certo, porque é isso que costuma acontecer. Não é presunção é fé, e a fé pode tudo, é incrível.
Existe esse momento na minha vida agora em que eu quero casar, fico pensando em todas as contas que eu to pagando, nas que estão batendo na porta, em virar essa versão melhorada de mim que se constrói todos os dias. Cansado, mentalmente cansado, mas eu não paro, eu nunca paro.
"Quando eu viajava de carro quando pequena, eu via as montanhas tudo era escuro em volta delas, e em cima existiam aquelas cidades luminosas, como a bíblia fala sobre a cidade sobre a montanha" - Amanda
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Vinte e dois
A vida passa muito rápido. À medida que for vivendo vai perceber que se não vivenciar coisas novas todos os dias, se não amar, seu tempo de vida vai acabar se resumindo no último aniversário, na última viagem, férias, uma festa que marcou. Ninguém sabe o dia da morte, portanto com ainda vinte e um anos de vida eu ofereço o seguinte conselho, viva sua vida. Coma mais aquilo que você gosta, visite os lugares que sempre sonhou, compre as coisas que tanto deseja, esteja perto de quem você ama, e tire um tempo pra você mesmo. Você só vai viver uma vez, ser jovem uma vez, então não perca tempo pensando sobre o que deveria ter feito, faça algo. Um irmão meu sempre dizia, "menos suspense, mais ação", e acontece que ele estava certo.
Foi a primeira vez na vida que eu esqueci da data, até agora. Espero que ninguém esteja preparando nada, e isso é sincero, eu só quero jantar sozinho com a minha Pequena.
A minha vida mudou bastante do ano passada pra cá. Eu assumi a igreja, criei as campanhas, mudei a cara do lugar, saimos pra comprar instrumentos novos, tocamos em mais lugares, gravamos um clip, trouxemos pessoas de fora pra pregar, fiz os coquetéis, lembrei dos anivesariantes, voltei com a escola de obreiros, e consegui fazer ela entender o quanto eu a amo ontem de tarde. Demorou, mas valeu a pena.
Vinte e dois amanhã. Pelos vinte e sete eu vou ter um filho. Com vinte e três eu vou casar. Vinte e quatro viajar pra fora do Brasil com a Amanda. Com Trinta, meu(minha) pequeninho(a) vai ter três anos. E eu estou aqui dia após dia, experimentando essa delícia que eu chamo de vida.
"Stand, where you, we let these moments, pass us by"
Foi a primeira vez na vida que eu esqueci da data, até agora. Espero que ninguém esteja preparando nada, e isso é sincero, eu só quero jantar sozinho com a minha Pequena.
A minha vida mudou bastante do ano passada pra cá. Eu assumi a igreja, criei as campanhas, mudei a cara do lugar, saimos pra comprar instrumentos novos, tocamos em mais lugares, gravamos um clip, trouxemos pessoas de fora pra pregar, fiz os coquetéis, lembrei dos anivesariantes, voltei com a escola de obreiros, e consegui fazer ela entender o quanto eu a amo ontem de tarde. Demorou, mas valeu a pena.
Vinte e dois amanhã. Pelos vinte e sete eu vou ter um filho. Com vinte e três eu vou casar. Vinte e quatro viajar pra fora do Brasil com a Amanda. Com Trinta, meu(minha) pequeninho(a) vai ter três anos. E eu estou aqui dia após dia, experimentando essa delícia que eu chamo de vida.
"Stand, where you, we let these moments, pass us by"
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