
Eu sempre vivi sobre paredes brancas, e abaixo delas eu me divertia, quando adquiri a idade de doze anos, tentava manter minha mãe ocupada limpando todo o marrom que eu conseguia fazer tentando correr contra as paredes. Eu me sentia um ninja, e quem nunca sentiu, até parece que nunca fomos inocentes e brincalhões, ou que deixamos de ser um dia? Eu criei uma canção estonteante, e conheci um tipo de tartaruga esverdeada me dizendo que eu devia ser feliz. E eu então, após algum tempo, decidi ver o mundo colorido, que existia fora das minhas paredes brancas.
O mundo é cheio de cores, e de todos os tipos você pode encontrar. Existem pessoas douradas, e inimigos prateados, crianças amarelas, e golfinhos azuis, nunca imagei, muito menos passava pela minha cabeça, que o mundo fosse tão divertido dentro da minha parede vermelha. Eu nunca imaginei que o "lá lá lá lá-lá" fosse bem mais do que uma simples canção. E quando se olha pra fora, e para um mundo tão enorme, nota-se que eu estava errado. Existe muito mais pra se viver.
E se viver for uma forma de pintar bolhas, pegar uma carona com algum cargueiro, ou escalar uma montanha, acho que pode ser uma boa maneira de iniciar a minha particular jornada por um sorriso colgate mais branco. Eu lembro que ser criança é não pensar em problemas maiores do que alcançar o sorvete no refrigerador, e ter dezoito anos, não é tão diferente, se você assim decidir. A vida é bela, os problemas aparecem, eu posso resolvê-los, e tudo basta a mim decidir, se quero acabá-los com a cara amarrada, ou um sorriso nos lábios.
O chão está vermelho, sério, está todo vermelho...
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