sábado, 13 de dezembro de 2008

Amistad

Quando foi que eu me vendi?
Quando foi que eu me entreguei?
Esse mar, essa lama, essa espuma.
Entoado como gota sugada de minha alma.
Onde fui, que não sei como voltar?
Até que ponto eu precisei ir pra trazer você de volta?
Parece que estou me afogando.
Trancado, afogado, trancafiado.
Comprimido abaixo da garganta a última nota da verdade.
Talvez eu nunca me torne o que você queria.
Talvez este seja o meu nome, o seu nome, aquele nome.
Devo estar perdido, pensando ter sido achado.
Quando tudo parecia correto, eu tornei tudo errado.
Eu não te culpo, nem qualquer um ao meu redor.
Eu precisava de uma chamada, e ela veio, mas eu recusei.
Eu coloquei pra fora o que não devia.
Flor que perde pétala.
Seda que arrebenta.
Maçã que é mordida.
Soldado que encontra a rainha.
Deve ser algum tipo de nervos que eu deva ter.
Algum tipo de fraqueza que eu não deva saber.
Perdido e inseguro, deitado no chão, rendido?
Eu não tenho coragem de perguntar, onde está você?
A primeira com a esquina de Amistad está vazia.
Eu estou vazio.
Eu estou de olhos fechados.
E não quero pensar em mais nada.
Talvez escolheram a pessoa errada pro trabalho certo.

Você me disse que era eu, será que isso muda?

Um comentário:

lele_zinhahh disse...

o que esta acontecendo com vc?