segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Paper on the desk

Às vezes eu não sei bem sobre o que escrever, e quando encontro o tema, ele já conseguiu se transformar em algo melancólico ou sentimental. Metade das pessoas são sentimentais, metade céticas, e você precisa decidir por um lado, a primeira você decide pelo sentimentalismo, a segunda, pelo sentimentalista, a terceira pelo sentimentalista, e acaba se tornando um escritor melancólico e cheio de sentimentos manchando a ponta dos seus dedos no papel. É assim que começa o julgamento sobre o que você escreve. Se é variado ou não, se fala sobre o dia a dia, ou escreve contos, se têm um site pra escrever os desabafos, ou outro pra falar da vida privada. Eu escrevo sobre sentimentos, porque a vida já é seca, dura e cética o bastante.

Eu nunca liguei muito pra isso, sempre fui de não pensar no que os outros iriam dizer. Às vezes eu mandava as pessoas não aparecerem na foto, porque não deveriam, ou dizia a verdade na cara dura, xingava quem merecia, e cortava quem se sentia mais que os outros. Lá fora, dessa bolha enorme que os pais formam ao nosso redor através dos anos, o mundo é árduo, é frio, é silencioso, e águas paradas, são profundas. Não tenho motivos pra escrever sobre algo que não seja o que se passa dentro de mim. Às vezes eu me pergunto, de onde vem toda esta escuridão. Essa lama que escorrega as escadas da cidade.
Eu só quero me livrar deste fardo, desta vida, deste mundo. Eu tenho vontade de correr e fugir, e correr, correr, correr, de tudo, de todos, das pessoas, dos rapazes, das moças, das crianças, dos amigos, me atirar em um grande rio, e lá embaixo não ouvir barulho de nada. Apenas o silêncio absoluto. Vivo, calmo, em harmonia. Eu queria abrir os braços na chuva e gritar, e chorar, me livrar do nó preso na garganta há meses. Mas eu não posso, simplesmente não posso.

Eu não tenho mais inspiração, nem sonhos, tudo que eu tenho são folhas, pilhas de folhas borradas, riscadas, e eu não consigo encontrar no meio desta bagunça mais nada, nem sequer meus pincéis, meu lápis, minha borracha, eu quero apagar tudo isso. Me livrar de ti. Da tua dor, do meu sofrimento, dos nossos dias, do meu momento inanimado. Essa traça corroeu os nossos coração. Nenhum de nós consegue dizer 'eu te amo', porque ficamos cegos pelo orgulho e hesitação. Você nunca disse, eu nunca deveria dizer, nós erramos, tudo foi um erro. Eu vejo nos teus olhos, nunca foi capaz. Tira esta capa, abra o coração, eu não posso colocar a minha mais uma vez. Se todo meu amor não for o bastante pra ti, então eu não sou o bastante pra ti.

Vai dizer mãe, One Tree Hill é legal, se nós continuarmos nesse ritmo, logo acabamos esse box.

Um comentário:

kathy disse...

Então quer dizer que é real?...q a madrugada não bateu em minha porta trazendo o medo e a tristeza da escuridão? Então quer dizer q tudo é verdade? q existe mesmo um amor? ..o amor? ..mas não entendo,já não consigo mais decifrar certas colocações ,a confusão já se faz presente, nao me contenho, eu sofro, choro, peço, minhas orações já não são o suficiente p me trazer calma, o colo de minha mãe não é mais aconchegante o suficiente p me fazer dormir, meus sonhos são invadidos por frases ,por sentimentos que sempre tive tanto medo e insegurança de sonhar, minhas lágrimas não conseguem mais ficar guardadas, meu orgulho caiu por terra a ponto de estar aqui de novo...Isso tudo porque aquela frase do desfecho dos filmes,dos momentos felizes.Aquelas três palavras quase que mágicas que são ditas tão comumente por alguns, não podem ser ditas claramente por mim, tendo que despejar apenas frases obscuras. Tente entender-me, nunca lhe foi dado as orientações de: não sente assim pq vc é menina, nao fale de tal forma pq vc é uma menina, nunca diga a um rapaz seus sentimentos pois vc é uma menina.Não posso dizer tudo que deveria ,que queria,pois não passo de alguém que deve zelar e guardar os sentimentos q tentam tomar conta de meus dedos.Pisei no orgulho..Não hesitarei mais.


Gideão esperou do Senhor a certeza se deveria ir ou não a batalha ...


Feliz noite!!!